domingo, 25 de abril de 2010

Feitiços para afastar o tédio em um domingo.

(Esse texto não tem intenção literária ;D. É só que eu tive um dia incrivelmente bom hoje,e eu gostaria de contar -q.)
Feitiços para afastar o tédio em um domingo.

Em um domingo só:
-Saia com sua melhor amiga,sem a minima intenção de adivinhar como será. Vai na sorte.
-Gaste todo o seu dinheiro com algo que sempre quis comprar,mas nunca teve coragem.
-Cante com ela o mais alto possivel uma música que vocês duas conheçam. Mesmo que você nem seja tão fã da banda que toca a música (Leticia lendo esse post,com certeza vai entender xD)
-Ponha os pés no banco da frente do ônibus,tire muitas fotos lá dentro independente da lotação.
-Finja ser outra pessoa,crie uma história de vida totalmente diferente da sua. Sua melhor amiga também deve fazer isso,porque aí vocês duas podem fingir que acabaram de se conhecer. Vocês duas terão papo como nunca,e darão altas risadas,acredite.
-Se você é timida e nunca fica olhando muito para os demais garotos,no domingo está liberado. Ache o garoto mais bonito o possivel e,não só olhe pra ele,mas também lhe de um sorriso enooorme. Você pode achar dificil,mas provavelmente você nunca mais verá ele,então é bom aproveitar -q.
-Vá para aquele lugar que você acha que faz a sua cidade ter graça,mas que nunca frequenta muito por falta de tempo. Chegando lá,curta o máximo possivel,faça o que achar que te deixa feliz. Aja como se toda a sua felicidade dependesse daquilo (e de certo modo,pelo menos naquele domingo,depende)
-Encontre um gótico que se impressione com o seu estilo,e comente em alto som com a sua amiga: "Esse cara tem estilo...". Não importa se ele ouviu ou não,sua parte você fez: Agradeceu.
-Encontre aquele cara que sua amiga odeeeeia,e saia correndo com ela pra se esconder dele.
-Encontre aquela amiga que vocês duas tem em comum,e não veem há mais ou menos 2 anos e coloquem o papo em dia.
-Deixe de almoçar em casa para almoçar na padaria brasileira.
- Tome suco de laranja depois de não ter tomado por 1 ano.
- Deixe de pegar o tradicional sundae de chocolate que você sempre compra desde que começou a tomar sorvete,e compre o de morango.
-Ande no elevador de vidro do shopping,no qual você nunca foi.
- Quando não tiver coragem de fazer qualquer coisa da lista,repita pra você mesmo a frase: "Eu quero lembranças. Não importa como."
-Na volta,saia correndo na chuva do ponto de ônibus até a sua casa,mesmo tendo problemas
respiratórios.
- E só pra fechar com chave de ouro,escreva um texto sem inteções literárias sobre o seu dia e poste no seu blog,ao som dos Strokes.;D



sexta-feira, 16 de abril de 2010

Paixão Instantânea

Ele é um pouco mais alto que eu,e tem voz de locutor de rádio. Quando eu pergunto "Como vai?",ele passa horas contando sobre alguma coisa engraçada que ele ouviu de algum amigo. E eu fico feliz. Fico mesmo! eu adoro gente que fala de mais,principalmente se essa pessoa tiver uma voz daquelas. Ele tem assunto,como tem! mas isso não é o suficiente.
É questão de segundos até a voz de locutor de rádio desaparecer totalmente. E minha paixão instantanêa some junto,pra voltar só Deus sabe quando!
O outro sempre usa all star. Eu particularmente acho que um all star é capaz de salvar qualquer visual. Mas é claro que isso não salva meu interesse por ele. Nem o all star mais lindo do mundo me faria esquecer da terrível falta de coerência daquele garoto. Pessoas loucas ou sem noção (ou os dois) me atraem,admito. Mas tudo tem limite,poxa! Por isso,mais uma vez,minha paixão instântanea vai indo embora,seguindo os passos daquele all star azul marinho básico.
Bem,eu sempre penso que "dessa vez é o fim!",que minha paixão momentânea foi embora pra,quem sabe,voltar depois um pouco mais... constante. Mas nunca é assim. Ela sempre volta com ar de vitória em forma de voz de locutor de rádio,all star azul marinho,cabelo tigela na altura do ombro,atitude admirável ou gosto musical de dar inveja. Mas ela nunca vem completa,me traz tudo em parte. E eu,constante que sou,nunca me sinto satisfeita.

Pense sobre

Nunca. Pense sobre. Não me mate,vá embora! Não me mate... fique. As coisas não funcionam como queremos,mas ainda assim funcionam. A vida não congela para que você concerte suas burradas,mas te da tempo suficiente para que você pense sobre. Eternidade... pense sobre.
A besteira que você fez ontem,mesmo sabendo que no final não valeria a pena. Os olhos que você fecha todas as noites e abre todas as manhãs. A sua existência. Nada faz sentido. Nada faz sentido? Tudo. Tudo faz sentido. Desde que se viva,tudo faz sentido.
As pessoas vivem procurando respostas,porque estão mortas. As pessoas morrem um pouco todo o dia. Você morre um pouco quando finge ser quem não é. Você se mata um pouco quando finge não ver a dor de um semelhante. Você sabe que morreu quando espera mais do que a vida pode te dar,ao invés de correr atrás do que realmente te importa e conseguir por si só. Nada faz sentido,porque nada tem vida. Como entender o porquê da existência,se não há existência? Felizes as pessoas que vivem,felizes as pessoas que tem a fé que lhes permite lutar pelo o que se quer. Felizes as pessoas que não procuram o sentido de sua existência,mas sim coragem para mantê-la. E olha que não é fácil.
Fé é a palavra chave. Exista,pense sobre.

Continua...

"Se haviam chances de que algo de bom acontecesse hoje,acabaram agora" foi exatamente o que ela pensou antes de ajeitar sua saia e entrar no ônibus amarelo. É assim,o mundo lá fora assusta,mas as vezes viver dentro de si assusta muito mais.
Não haviam chances de que algo interessante acontecesse... o passeio acabou,lá voltava ela para a casa conformada. Ela já sabia de tudo: iria chegar em casa,jogar seu velho casaco no chão e cansar. Cansar de saber que está sozinha nesse mundo,cansar de saber que aquele seria mais um fim de noite deprimente e acima de tudo,cansar de saber que existir pode doer à beça,mas existir sozinha dói muito mais.
Ela chega em casa e veste seu velho pijama de flanela,amarra os cabelos e vai até a janela para respirar. Respirar é preciso,por mais que viver não seja. A altura é tentadora... ela olha para os cantos,olha para um de seus pulsos,quase vendo um relógio imaginário. E esse relógio a revelava quanto tempo ela já havia perdido em toda a sua vida,todas as vezes em que ela se preocupou com pessoas que não ligavam para ela,todas as vezes em que ela saiu em vão procurando pessoas inexistentes capazes de preencher o vazio que ela sentia e principalmente,todas as vezes em que ela precisou de ajuda e nenhum de seus "amigos" estavam por perto. Mas ela nunca culpou ninguém. Ela nunca culpou ninguém por estar sempre com sua solidão,que de repente parecia a única companhia adequada. Realmente,a altura era tentadora...
Ela começou a pensar em todas as pessoas boas que passaram por sua vida,começou a pensar na quantidade de amor que ela recebia. Mas nada parecia suficiente,ainda que o suficiente fosse tão pouco quanto seu entusiasmo naquele momento. A altura era mais que tentadora... se tornava quase um convite.
Ela respirou fundo,chegou a ficar na ponta dos pés,olhou bem para baixo e... decidiu ligar para aquela amiga que ela não via há um bom tempo. Foi vontade de sentir a sensação de que se está tomando a decisão certa. Ela sabia que chegar ao final da linha sozinha não poderia ser mais triste do que chegar ao final da linha por opção. Então,ela decidiu correr o risco. Não foi falta de coragem,mas vontade de viver para confirmar que ela não era só nesse mundo.

Deixe para trás

Sem sono. De novo. Não adianta... dormir não é difícil,mas tentar dormir não é fácil. Não preciso olhar no espelho para saber que estou com cara de alguém que se levantou no meio da noite para escrever porque sua inspiração voltou. É triste saber que sua inspiração veio da tristeza. Mas sabe como é... inspiração,venha de onde vier,é sempre bem vinda. Principalmente se for no meio de uma noite de insônia.
Desvio o pensamento um pouco,logo sorrio. Isso dura longos 3 segundos,quando vem a música triste da banda melancólica me lembrar que eu não deveria sorrir já que estou triste. Mas eu estou mesmo triste? As vezes eu acho que tem alguém que gosta de me ver nesse estado,adora. Esse alguém vive na minha mente,em algum lugar ao qual nem eu mesma tenho acesso. E sempre que eu interrompo o momento "estou com a minha tristeza,fique você com a sua",ele vem me lembrar. Lembrar da coisa que eu deveria ter feito e não fiz,da pessoa amada que eu perdi,daquilo que eu não deveria ter falado mas mesmo assim falei ou da culpa que senti. Inquilino responsável... nunca poderei expulsa-lo da minha mente.
Fecho os olhos,respiro fundo.Pode vir,dor. A casa é toda sua. Fique a vontade,permaneça por quanto tempo quiser. Só não se esqueça de me devolver as chaves e de fechar a porta. É isso que eu sempre digo a ela,na esperança de tranca-la para fora algum dia. Mas ela sempre leva as chaves e ela sempre volta comprovando aquilo que ambas já sabíamos: Que ela nunca me ouve.

Por hoje é só...

Ele tentou. Tentou de todos os jeitos. Mandou presentes fora de data,mandou flores fora de hora,cantou músicas tarde da noite,disse palavras em frases erradas. Ela aceitou as flores tão naturalmente como alguém recebe um "bom dia". Ficou grata ao receber os presentes... mas ele nunca poderia esperar que eles fossem o assunto da semana. Ela ouviu pacientemente as palavras em frases erradas,que para ela não mereciam muita atenção. As músicas cantadas tarde da noite,foram recebidas alegremente,mas não com o mesmo entusiasmo que ela tinha ao andar em uma roda gigante.

Ele tentou. Tentou de todos os jeitos. Ele a ouviu nas horas em que ela precisava,segurou sua mão quando ela achava que iria cair,aguentou o teto quase desmoronando em sua cabeça para que ele não caisse sobre a cabeça dela,foi até a beiradinha do abismo para descobrir o que havia por lá todas as vezes em que ela sentiu medo de cair sozinha. Ela achava que existir dava medo,procurar dava medo também... mas encontrar dava mais medo ainda. Ele respeitou... prometeu para si proprio que não a deixaria em um só segundo,até que ela percebesse que já havia encontrado.

Ele tentou... tentou de todas as maneiras,dizer que a amava. Por dentro,ela também tentou de todas as maneiras entender o lado dele. Mas ela simplesmente não era atenta o suficiente.

Nas minhas mãos

Eu sinto o meu mundo nas minhas mãos.Não o SEU mundo,ou o NOSSO mundo. Mas pela primeira vez na vida,eu sinto o MEU mundo nas minhas mãos.

Já não dependo mais de pessoas fúteis para ser feliz. Não dependo mais de respostas que não foram dadas ou de perguntas que não foram feitas. Não preciso mais da ansiedade desnecessária que me cercava. Tudo isso faz parte do mundo dele. Um mundo que eu nunca entendi,ao qual nunca tive acesso,mas sempre precisei carregar nas costas. Talvez por opção própria,talvez não. Mas isso já nem tem tanta importância.

Admito,talvez ele ainda faça parte desse meu mundo. Mas há uma diferença considerável entre ele e seu próprio mundo. Um deles é pesado,ruim e negativo para mim... adivinhe qual?
Eu tinha uma ou duas coisas para sussurrar. Três ou quatro para dizer. Seis ou nove para gritar. Os sussurros foram feitos em volume muito baixo,só os espertos souberam ouvir. O que eu tinha a dizer,foi dito em parte. A clássica arte de economizar palavras,de filtrar o que será dito. O que eu tinha para gritar,gritei para o mundo inteiro ouvir. Precisei interromper o processo,pois faltou fôlego. Fôlego da minha parte,por gritar tudo de uma vez e não parar para respirar. Faltou fôlego da parte dos outros,por ouvirem tanta doideira!

Os que conseguiram me aguentar,permanecem no meu estranho mundo. Os que não conseguiram,permanecem também. Os que desistiram de mim,fizeram uma viagem para a Lua. Eu consigo me aguentar,e ainda não desisti de mim mesma... permaneço presa dentro de mim. E é assim que a vida segue. É assim que a minha vida segue.

Luz,eternidade e companhia.

Nem sei por onde começar. Só sei que estou mal... realmente mal. O mundo inteiro querendo que eu conte o que se passa. Uns querem saber para me ajudar,outros por curiosidade. Mas ambos ficarão sem resposta,pois nem eu mesma sei o que está acontecendo comigo.
Sinto o coração apertar,as lágrimas querendo cair. Mas não caem,é preciso que eu ache um motivo antes. Se eu pelo menos conseguisse chorar... teria por alguns momentos a ideia ilusória de que estou aliviada.
Estômago virado,rinite e todos os outros "ites" que eu tenho atacando. Talvez eu esteja mal apenas fisicamente,e esteja levando tudo isso para o lado emocional. Mas não. Provavelmente é algo mais forte que estômago virado e dor na nuca.
Apago as luzes do mesmo jeito que gostaria de apagar algumas memórias. Acendo minha luminária e a luz surge. Surge calma,transparente... assim como eu gostaria que algumas pessoas fossem de vez em quando. Olho para o teto onde imagens caleidoscópicas se formam com luzes em vermelho,verde e azul,vindas da luminária. Quero pegar as luzes com a mão,entrar nelas,ser as luzes. Mas isso é tão possível quanto paz de espírito,nesse momento. Sem frustrações. Desde sempre soube que quero tudo que não existe,tudo que é impossível.
Queria profundamente abrir a janela,respirar. Acabou de chover,adoro respirar o ar por onde a chuva passou. Adoro escrever usando a luz do poste da rua. Se ela chega no meu quarto,porque não usa-la?
Não estou completamente só,eu tenho as luzes. As luzes não dizem coisas quando eu não quero ouvir,elas não são volúveis como os seres humanos. Elas estão sempre piscando para você,mesmo quando você põe o travesseiro na cara querendo esquece-las.
De repente,um barulho. Vidro caindo no chão,se assemelha ao barulho da morte quando você acha que ela vai chegar; A luminária! caiu,quebrou,já era. Não tenho coragem de abrir os olhos... a escuridão profunda deve dar medo,quando não tem ninguém por perto. Mas logo encaro,vou abrindo os olhos pouco a pouco.
No teto,ainda há uma luz. Mas essa não pisca como a luz da luminária. Ela é constante,irradiante. Quando procuro,percebo que ela vem de dentro de mim. É essa a luz,que nunca se apaga.

O lado particular

As vezes tudo que se quer é um momento e silêncio
As vezes tudo que se quer é esquecer de tristeza e alegira
Afastar-se de todas as pessoas e de qualquer pensamento
A solidão pode ser a melhor companhia.

The Smiths no rádio,um sentimento desconhecido no peito
No escuro os sussuros,o amargo,o respeito

Longe dos lenços,e longe do vinho
Longe do afeto e do carinho
Longe da tristeza e das decepções
Longe da culpa e das frustrações

Já cansada de todas as pessoas que me cercavam em vão
Já cansada de tanta falsidade e tanta hipocrisia
Tentei transformar minha dor em canção
Tentei transformar minha dor em poesia.

Aí vem meu garoto.

Eu quero ele. Não qualquer um,mas ele. Ele é o cover do Alex Turner,nunca vi parecer tanto! Tem que ser ele.

Ele curte desde Beatles até The Who,desde Smiths até The Cure,desde The Killers até Kaiser Chiefs,desde Arctic Monkeys até The Strokes,desde Justice até Hot Chip,desde Vanguart ate Cérebro Eletronico,desde Barão vermelho até Legião Urbana,desde Curumin até China,desde Peter Bjorn and John até Grizzly Bear. Não pode ser outro,tem que ser ele.

Ele já leu "Antes de morrer" e se identificou com o Adam. Ele já assistiu "500 dias com ela" e se achou um pouco parecido com o Tom. Alguma dúvida de que é ele? só falta ele cantar "Here comes your man" quando me vê!

Ele tem uma coleção de CDs invejável,e vive usando uma camisa xadrez. Seu all star preto é tão gasto quanto seu sorriso quase constante. Ele torce para o flamengo... mas,quem liga? Está na cara que é ele!

Ontem eu o vi pela primeira vez sem seus óculos escuros. Nunca vi olhos tão expressivos! Seu sonho de consumo é uma Jukebox. Sua ideia de futuro é morar sozinho e ser arquiteto. Sua ideia de presente é ouvir música,ver um seriado bom na TV e estar comigo. Em relação a mim,é tão óbvio! Ele se importa,e é só disso que eu preciso.

O que dizer perante a tanta perfeição? É ele! deve ser ele,e não outro. E de fato,deve ser ele. Mas não pode! simplesmente não pode ser ele.

Não pode ser porque tanta perfeição preenche todo o meu vazio,sem deixar espaço para afeto e amor. Não pode ser porque tanta perfeição o torna inexistente,fruto da minha imaginação. Não pode ser porque tanta perfeição preenche minhas vontades,mas não minhas necessidades. E principalmente não pode ser porque,fora do meu mundo,ele não existe.

Apresentando... Lia Bianchi!

Tente explicar. Não consiga. Tá,eu explico.
Uma garota
Um muleque
Uma moça bem comportada
Uma ruiva
Uma beatlemaníaca
Nas palavras da própria,"Uma escritora amadora"
Nas palavras dos mais intimos, "A little red"
Nas palavras dos colegas, "E aí,simpática?"
Nas palavras do irmão, "A Donna Pinciotti" (irmãos são cegos,que fazer?)
Nas palavras dos pais, "A minha menina"
Nas palavras dos pais, "Essa menina!" (dito em tom de raiva sim! pois pais são voluveis. Que fazer?)
Nas palavras dos médicos, "Emetofóbica" (oi?)
Nas palavras dos desconhecidos,"Estranha"
Nas palavras da maioria, "Não entendi..."
Tente explicar. Não consiga. Eu entendo.