sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nas minhas mãos

Eu sinto o meu mundo nas minhas mãos.Não o SEU mundo,ou o NOSSO mundo. Mas pela primeira vez na vida,eu sinto o MEU mundo nas minhas mãos.

Já não dependo mais de pessoas fúteis para ser feliz. Não dependo mais de respostas que não foram dadas ou de perguntas que não foram feitas. Não preciso mais da ansiedade desnecessária que me cercava. Tudo isso faz parte do mundo dele. Um mundo que eu nunca entendi,ao qual nunca tive acesso,mas sempre precisei carregar nas costas. Talvez por opção própria,talvez não. Mas isso já nem tem tanta importância.

Admito,talvez ele ainda faça parte desse meu mundo. Mas há uma diferença considerável entre ele e seu próprio mundo. Um deles é pesado,ruim e negativo para mim... adivinhe qual?
Eu tinha uma ou duas coisas para sussurrar. Três ou quatro para dizer. Seis ou nove para gritar. Os sussurros foram feitos em volume muito baixo,só os espertos souberam ouvir. O que eu tinha a dizer,foi dito em parte. A clássica arte de economizar palavras,de filtrar o que será dito. O que eu tinha para gritar,gritei para o mundo inteiro ouvir. Precisei interromper o processo,pois faltou fôlego. Fôlego da minha parte,por gritar tudo de uma vez e não parar para respirar. Faltou fôlego da parte dos outros,por ouvirem tanta doideira!

Os que conseguiram me aguentar,permanecem no meu estranho mundo. Os que não conseguiram,permanecem também. Os que desistiram de mim,fizeram uma viagem para a Lua. Eu consigo me aguentar,e ainda não desisti de mim mesma... permaneço presa dentro de mim. E é assim que a vida segue. É assim que a minha vida segue.

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